22 Março, 2008
24 Fevereiro, 2008
12 Fevereiro, 2008
procura
E atrás de outras coisas fui
E atrás de você, andei
Muito do que vi não gostei
Muito desejei
Algumas coisas encontrei
Outras perdi
Nas quebradas da vida
Ui!
me quebrei
a ponta do lápis gastei
e nada contei
Presente pra ti
ao abrir a porta, tinhas
uns 150 anos de enfado
de repente…
um presente…
e volta
teu jeito menino brincando tudo
a alegria escancarada
o corpo radiante
o brilho surgindo…
nem mil “muito obrigado” pagam
o prazer inusitado
de te ver revigorado
eu, o presente pra ti
quer mais?:
AMO ASSIM!!!
6 Fevereiro, 2008
Anjo e Amor
Tua voz marcante, retumbante
Surpreendeu meus sentidos desprevenidos
“Meu anjo”
Me desoriento,
Te desoriento
E continuo a escutar maravilhada
“Você quer coisa mais bonita e carinhosa que meu anjo?
Como você quer que eu te trate, então?”
De meus lábios escapole um murmúrio
“Você é um amor”
“O quê? Mau humor?”
“Não, você é um amor”
Repito sem pestanejar e nem questionar
Anjo e Amor
Surgem no meio de um turbilhão insípido de palavras
Discreto, seu olhar se retira do meu
E esboças um leve sorriso – encabulado ou lisonjeado:
Retomamos e surge a questão da palavra
E da necessidade de expressar sentimentos através delas
Enquanto as outras duas
Anjo e Amor
Ficam suspensas sobre nós
Destacadas do resto
Anjo e Amor
Seriam apenas palavras,
Meros sons que emitimos?
Anjos…
o que sabemos deles?
Amor…
o que sabemos sobre ele?
Milhões de palavras já foram gastas
Na tentativa de explicá-los
Poetas, místicos, gente do povo, estudiosos
Mas o que sabemos sobre Anjo e Amor?
Ou foi o Anjo do Amor
Que nos tocou e nos encontramos
Naquele instante instante inesperado?
4 Fevereiro, 2008
Plenitude
Na plenitude
Do Zênite Polar
Encontrei solo fértil
Quando pensei ser estéril
Floresci imortal
Gelo
Banho de gelo
Foi o que, naquele dia, recebi
Perdi meu desejo,
Perdi meu impulso,
Perdi minha potência
As palavras perderam o sentido,
Os sentidos anestesiaram,
O carinho que fluía como água,
congelou
2 Fevereiro, 2008
poesia do acho
Eu acho isto e aquilo,
Mas também tem aquiloutro
E ficamos assim, porque acho
Que quando achei que tinha achado
Não te achei
Entre os achados e perdidos
Da estação do Bonfim
Onde paraste naquele dia
Procurando achar
O que tinhas perdido
Nem achado, nem perdido
Está entre o que eu acho
Que queiras achar
Nem o que achas que eu acho
E tanto tenho achado
Que encontrei um machado
Pronto pra rachar o verso parado
De um velho tarado





