Violeta Viola

19 Dezembro, 2007

Ciganamente

Arquivado em: poesia — Violeta Viola @ 12:42 am
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Canta o vento nas casuarinas

Marulha a lagoa

Bate o pano da barraca

Sinto-me cigana
Canta o vento pelo ar

Cataventos a rodar

Mergulho na boca d´água

Brancas salinas nas alvas auroras

Sinto-me cigana

No negro céu pontos de prata

pontificam a Via-láctea

Morenos torsos nus

despojados de vergonha

esquecem paredes

e pisam a grama serenos

Nuvens gris cobrem e descobrem o azul

com pressa de ser

verão total

Verdes, vermelhos, azuis, amarelos, pinks ferem o dia

Prata e ouro tremeluzem a noite

Pássaros, grilos, cigarras, lagartixas, moscas, pererecas, mosquitos, aranhas

e até cobras! falaram os meninos

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