O triunfo da labareda liberta da palidez a morte do coração
O sabor da paixão dilacera a escultura em mármore da tua alma
temperando a tempestade
transformando o sonâmbulo em insone
vingando com amor a insensatez da tua insensibilidade
Oh! meu querido ponha em declive o dano exagerado do teu crime de me amar
Arranca o vento gélido que flagela a falta de aventura
Te eleva dos subterrâneos crepúsculos
Vermelho destino em fresco farol
ancora teu escândalo em minha consciência
E fraqueja na vertigem perfeita do meu amor
Fustiga a força absoluta do meu corpo impedindo o desejo de morrer
Deixa jorrar de teu ser as nossas núpcias
Embebeda meu ventre com tua reserva infantil
Arrebata a doce sensação do meu grito feminino
Precipita teu gosto sobre mim
E estremece revestido de ventura
Sol ilumina tua Lua
Fogo aquece tua Água
Cristal e Carvão
Instinto e Razão
Pai e Mãe